Kassin +2 em BH neste sábado
O projeto Kassin +2 se apresenta em Belo Horizonte pela primeira vez amanhã, dia 1º de dezembro, na Utópica Marcenaria. O show faz parte das comemorações de 7 anos da Utópica e custa R$ 25.
O projeto Kassin +2 se apresenta em Belo Horizonte pela primeira vez amanhã, dia 1º de dezembro, na Utópica Marcenaria. O show faz parte das comemorações de 7 anos da Utópica e custa R$ 25.Categorias: belo horizonte, experimental, kassin +2, música, shows
Foi difícil acreditar, mas é verdade e já está na página da banda no MySpace. A banda novaiorquina Interpol fará três shows no Brasil em março de 2008, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e (pasmem) Belo Horizonte. Os shows acontecem nos dias 11 (Via Funchal, SP), 13 (Fundição Progresso, RJ) e 15 (Chevrolet Hall, BH). Os ingressos começam a ser vendidos ainda nesta semana.
É hoje!
A nova edição do Claro Minas Instrumental traz a união de Maurício Takara, Ganja Man e os mineiros do Rinoceronte Live System. Vale a pena conferir.
[Rapidinho assim, mas é o tempo...]
Categorias: shows
Cinco anos após o exílio nos Estados Unidos, com novo nome (antigamente se chamavam Diesel), o álbum Liberty Square na bagagem, iniciando uma nova fase com canções em português e metade da formação original, a Udora fez seu grande show de retorno em Belo Horizonte na última quinta-feira, dia 14 de dezembro.
Logo no início, com a ótima “pieces”, a banda deixou clara a razão pela qual fez tanta falta nos últimos anos: canções fortes e com punch, bons refrões e músicos que sabem fazer bom proveito de seus instrumentos são marcas registradas tanto da fase Diesel quanto da Udora.
O público que lotou o Lapa Multshow cantava todas as músicas, surpreendendo nas mais recentes, em português, disponíveis apenas na Trama Virtual, das quais boa parte da platéia também sabia as letras.
Havia certa apreensão no ar quando o vocalista e guitarrista Gustavo Drummond apresentou a primeira canção em português do show, “mil pedaços (lá, lá, lá)”, mas não havia necessidade. A nova fase da banda parece estar sendo bem recebida, apesar do termo “emo” surgir em uma freqüência semi-preocupante para descrever as novas músicas.
O que se percebe é um aprofundamento na veia pop da banda, já explorada no álbum Liberty Square, mas as letras em português ainda precisam ser trabalhadas. A própria “mil pedaços”, por exemplo, apresenta um excesso de rimas e algumas frases, digamos, desnecessárias, como “estrela guia no céu prometia brilhar e nos sepultou no escuro”. É algo que se espera do Fresno, mas que em se tratando de Udora, é aceitável pelo pelo fato de sabermos que as novas canções ainda estão em desenvolvimento.
Mas, como não podia deixar de ser, é óbvio que as músicas do Diesel tiveram um lugar especial no show. A primeira delas, “burn my hand”, provocou tal estado de nostalgia-recente que causou arrepios.
Ouvindo comentários e lendo sobre o show por aí, tenho certeza de que não fui o único a sentir isto. Aliás, os próprios Gustavo e Leonardo Marques, o outro guitarrista e também da formação original, deviam sentir o mesmo.
Foi prazeroso e ao mesmo tempo engraçado ouvir mais uma vez músicas como “drain” e “plastic smile”, uma das minhas favoritas do Diesel, com todo o peso e clima grunge. E o que dizer de “4d”, um dos maiores hits da banda? Fóda.
Vídeo de "burn my hand" no show em BH, 14.12.06
Anunciada como “a música tema da Copa do Mundo da ESPN americana”, “the beautiful game” ao vivo lembra ainda mais Silverchair (fase Diorama) do que em estúdio, e isso não é nem de longe um mal sinal. Do álbum Liberty Square também foram tocadas “faith and reason”, “breathing life”, a balada “when it ends”, o single “fade away” e “liberty square”, esta última, no bis. Todas muito boas, funcionando incrivelmente bem ao vivo.
Se algo deixou a desejar, ao menos um pouco, foram as novas canções em português. Com exceção de “perdas e danos” (que anteriormente atendia pelo péssimo título “a volta dos que não foram”), que tem tudo para se tornar um grande hit, algumas das novas músicas soam próximas ao lugar comum do rock/emo americano e dos sons “mtvescos brazilis”.
Torço para estar errado, mas a sensação é a de que a banda se afasta aos poucos do instrumental bem trabalhado , empolgante e pesado de antes.
É fácil comparar as 3 fases da banda. Se na época Diesel, Alice In Chains era referência constante e se percebia influência de Faith No More em músicas como “4d”, e boa parte de Liberty Square remete a Silverchair pós-Freak Show, a nova fase, em alguns de seus melhores momentos, lembra Panic! At The Disco.
“Perda e danos” é ótima, concordo. Mas é preciso admitir que poderia fazer parte do álbum da turminha de Las Vegas (se fosse em inglês, sure).
Resta saber para qual lado a balança irá pender até o lançamento do álbum em português, atualmente intitulado Goodbye Alô (uh?).
Udora - perdas e danos
Em uma sábia escolha, deixaram fora do repertório músicas fracas da nova fase, como “por que não tentar de novo” (indiscutivelmente emo), “dia da independência” e “guerrilheiro só”, esta última, uma espécie de Leela com Polegar (ic!) e letra escrita por um moleque de 13 anos.
Os novos membros, o baterista PH e o baixista Daniel Debarry, se mostraram competentes, com poucos erros.
No mais, “o carnaval morreu” (difícil ouvir esta letra e não imaginar a quem ela se refere), “refém do tempo” (uma das melhores incursões pelo pop feita pela banda) e “velho lugar” (com riff chupado de "dope nose", do Weezer) são promissoras, mas é preciso que a banda não se deixe levar pela babação de ovo dos amigos hiper-empolgados com o retorno e mantenha os pés no chão, seguindo seu objetivo, seja ele qual for.
O futuro da Udora é incerto, mas contanto que seja divertido, não irei reclamar.
Enquanto pensava em como este blog seria e definia uma mínima linha editorial, uma das coisas que me pareceu clara, era que não seria muito interessante gastar tempo escrevendo sobre bandas ruins. É muito mais importante que as pessoas conheçam novas boas bandas, do que reforçar a idéia de que "tal" banda é péssima. E, de qualquer forma, como você irá perceber, todas as bandas citadas aqui poderão ser ouvidas no próprio blog (em breve), de forma que você tire suas próprias conclusões (e pense).
Primeira consideração: Público.
Gramofocas (DF - foto) foi difícil de aturar. Punk rock banal, som ruim, vocal idem = chato, chato. Aquele tipo de banda que toca para rocker do interior encher a cara e dizer que "estes caras são muito loco". Nem o bom-humor na hora de nomear as músicas ("country song (nofx should listen more ramones)", "você é meu rolinho parmalat") e nas letras ("sempre que eu fico feliz eu bebo / e se eu fico feliz eu bebo também") consegue salvar.Primeiro.
Como dá para perceber, ainda não tive tempo suficiente para escrever sobre o show. Mas até o final de semana, tentarei completar (embora eu saiba que, até lá, todos os interessados já terão lido sobre o show em algum outro lugar).Episódio 1: 05-08-2004
Em 5 de agosto de 2004 o Mombojó se apresentou
Aquele show foi mais do que especial, já que, além de ser o primeiro deles na capital mineira, também contava com a participação do coletivo Re:Combo, representado pelo Esquadrão Atari, que fazia colagens sonoras ao vivo sobre as canções da banda (sem nenhum ensaio).
Sim, da platéia ecoaram alguns (poucos) gritos de "Los Hermanos!" e nas conversas era fácil ouvir algum "a voz dele é idêntica à do Fred 04", porém o mais interessante era observar como aquela nova mistura de rock alternativo, mpb, samba, bossa, mangue e eletrônica, soava tão fresca e cativante.
Sete jovens pernambucanos, juntando em cima do palco uma variedade de instrumentos (guitarra, baixo, mini-bateria, cavaquinho, teclado, trompete, escaleta, violão, flauta) à favor da experimentação e prazer do ouvinte.
Do início, com um tema instrumental com Marcelo Campello na guitarra, seguido de "discurso burocrático / a missa", passando pela cover de Ronnie Von à "faaca" e "deixe-se acreditar", ficava claro que ali estava um grupo singular.
Episódio 2: 27.05.06
Dois anos após sua primeira incursão pela capital mineira, a banda voltou para divulgar seu segundo álbum, Homem-Espuma, lançado pela gravadora Trama. Os boatos sobre o show começaram na internet e a comoção dos fãs foi tal, que o tópico desta apresentação é o mais comentado na comunidade do Mombojó no Orkut, com mais de 480 mensagens. Como era de se esperar, o espaço do Teatro da Biblioteca da Praça da Liberdade não foi suficiente para abrigar os fãs. Os ingressos se esgotaram rapidamente e um segundo show teve de ser marcado para a noite.
Como minha fofa namorada trabalha na Biblioteca e havia descolado ingressos de graça para a primeira apresentação, foi sem pesar que desembolsei mais alguns reais para ver a banda novamente.
No primeiro show, todas as cadeiras lotadas, pessoas sentadas nos corredores e clima de excitação geral. Afinal, para a grande maioria, aquela era a primeira vez junto à banda.
A maior surpresa era perceber como as canções de Homem-Espuma ganham vida ao vivo, mais encorpadas e "pesadas". E também, reparar que Vicente Machado deu um upgrade em sua bateria antes raquítica e nas novas estripulias eletrônicas de Chiquinho, à vontade com seu novo laptop e teclados.
Se já estava bom, melhorou ainda mais quando o vocalista Felipe S. disse para as pessoas não se acanharem, levantarem-se e dançar. Se terminasse aí, já estaria ótimo. Mas ainda tinha um show bônus.
Episódio 3: 27.05.06
Depois da difícil tarefa de tirar as pessoas que viram o show anterior de dentro do teatro (eles queriam mais, mais!), iniciou-se a segunda apresentação da noite. Os corredores já não estavam ocupados por pessoas de pé ou sentadas no chão e até mesmo alguns assentos estavam desocupados na parte inferior do Teatro, mas havia um bom público.
Como era de se esperar, foi um show mesmo animado que o primeiro, tanto por parte do público quanto da banda, mas ainda assim muito bom. Com três ou quatro canções diferentes das apresentadas no show anterior, sendo que a maior diferença foi "a missa", que fechou o segundo show e não havia sido tocada no anterior.
Episódio 4: 22.10.06
Primeiro, a história do ingresso. Fui informado de que na comunidade da Obra, no Orkut, alguém da (péssima) banda Caipirinhas distribuiria 50 cortesias para o domingo na Conexão Telemig Celular, dia em que se apresentariam tanto o Capirinhas como também o Mombojó. Bastava escrever seu nome em determinado tópico e buscar seu ingresso na Obra, a partir da quinta. Assim, sem sorteio, se você fosse um dos 50 primeiros a escrever, ganhava.
Nesta hora meus perfis falsos no Orkut foram de extremo valor.
Acontece que divulgaram um horário errado para buscarmos os ingressos na Obra. Saí do escritório do Cinema em Cena, onde trabalho, encontrei a bêbada mais charmosa que conheço, e, passado um tempo, fomos para a Obra. E tive que esperar por umas duas horas até que a responsável pelos ingressos finalmente chegasse.
Moral da história?
1. mesmo já tendo visto o Mombojó por três vezes, passei por tudo isto para vê-los mais uma vez, porque é muito bom.
2. até mesmo as bandas muito ruins podem servir para alguma coisa (nem que seja apenas para descolar ingresso para o show de outra banda)
E quanto ao show? Cinco meses após os shows anteriores na cidade, grandes mudanças não são esperadas. E não ocorreram. Mas, se você conhece bem o Mombojó, sabe que isso passa longe de ser ruim.
Mesmo sendo noite de domingo, a tenda da Conexão ficou cheia. Começaram com "discurso burocrático / a missa", ao contrário dos shows no teatro. Fez lembrar da primeira vez da banda em BH, tanto pelo início como pelo ambiente. O baixista Samuel agora também arrumou para si um teclado, com o qual faz pequenas intervenções (entenda-se como "ruídos esquisitos") em algumas das músicas. Não tocaram "o céu, o sol, o mar" e, mesmo com os pedidos dos fãs, também não tocaram "cabidela". Para variar, nenhum bis. Mas que já havia sido apresentado era suficiente para espalhar sorrisos pela madrugada.
É engraçado reparar que, junto da "fama", vem os fãs idiotas e menininhas histéricas gritando em frente ao palco. Pessoas que necessitam de ícones fugazes a serem idolatrados, não basta a música. E, para piorar, prendem suas atenções e adoração ao vocalista. Em uma banda como o Mombojó, mais do que na grande maioria das outras, não há um sujeito que se sobressaia. O cunjunto, o "todo", é fundamental para a obra do grupo. Entende? Grupo. Mas tente falar isto com a menina debruçada na barra de proteção...
Mais fotos de shows do Mombojó você vê no meu Flickr. [todas as fotos acima, de minha autoria, exceto a terceira, "felipe esverdeado", feita por João Perdigão]
Droga, eu perdi!! O incrível Daft Punk tocou ontem no Rio de Janeiro e eu não fui ao show. Muito menos irei ao de São Paulo...
Vídeos do show do Daft Punk no Tim Festival
Sim, um pouco atrasado. Sou um rapaz ocupado.

Desta vez não dei bobeira e vou logo contando como foi a edição mineira do Campari Rock, ontem, com shows do Digitaria, The Cardigans e Gang Of Four.
Em um hiper resumo, os shows seriam descritos assim:
Digitaria: mediano. Uma espécie de Montage sem graça ou uma P.U.T.A. mais electro, tocando para alguns poucos frequentadores da Up! que rebolavam na frente do palco.
The Cardigans: ótima apresentação, baseada no último e melhor álbum da banda, Super Extra Gravity. Rock pop fofo, simpático e competente.
Gang Of Four: sem dúvida o show mais animado da noite. Os tiozinhos ainda têm bastante fôlego, inclusive para mandar a “dança do macaco” durante todo o show. Em certo ponto o som chegou a ficar um pouco repetitivo, mas só de ver o pessoal tão animado (público e banda) você simplesmente se deixava entrar no clima e aproveitar o anfetamínico show da banda.
Pronto. Agora posso desandar a escrever bobagens até retornar aos shows em si no fim do texto.
Muita gente dizia que o Campari Rock em Belo Horizonte seria um fracasso, que não teria público, etc. A meu ver, não foi um festival (dá para chamar 3 shows de festival?) super bem sucedido, mas de longe também não foi um fracasso. Pouco mais da metade da pista do Chevrolet Hall estava cheia e alguns gatos pingados se espalhavam pelas arquibancadas, enquanto algumas pessoas, acreditem, até “assistiam” aos shows dos banheiros! (sim, é verdade, mas não me pergunte detalhes...).
Agora, um dos momentos mais incríveis me aconteceu pouco após entrar e pegar minha dose gráis de Campari com energético. Ao fundo da pista, enquanto o Digitaria começava seu show, Ele, uma das maiores lendas da música mundial, passava ao meu lado, com um longo e cinematográfico sobretudo, acompanhado de duas mulheres rumo a arquibancada. Ele, o ídolo de Wayne Coyne, Beck e Kurt Cobain, o homem que pulou do 3º andar de um prédio e não morreu, o amigo do Lobão e do John do Pato Fu, o cara que comia a Rita Lee quando ela ainda era comível, um dos responsáveis pela maior banda brasileira de todos os tempos, o homem que...bem, chega! Ali estava Arnaldo Baptista, membro da antológica banda Os Mutantes, que retornou este ano para alguns shows na Europa e Estados Unidos.
Por um breve momento fiquei imóvel, sem conseguir pensar. Apenas acompanhava com os olhos aquela personagem história se mover com dificuldade até a arquibancada. Até que um solitário pensamento me vem à mente: “se eu pudesse vender momentos, este me renderia uma boa grana”. Ah, sim, o capitalismo. A vida se resume a isto.
Acabado o momento Caras-junkie-hippie, voltemos à música.
Digitaria é um dos grupos mais falados da cena electro rock brasileira e também um dos que obtém maior destaque no exterior, mesmo que entre um público extremamente restrito (à cena electro underground). Ao vivo o mini-hype em torno da banda não se justificou. Mesmo durante a curta apresentação na abertura da edição mineira do Campari Rock, foi difícil para a banda empolgar o público, com exceção de meia-dúzia de frequentadores da Up! já citados anteriormente.
Porém nada disso parecia alterar o hiper afetado vocalista da banda, pulando como um macaco durante todo o show vestido apenas de uma cuequinha apertada (ui!), mesmo durante as partes calmas das músicas. Que bom que ao menos ele se anima...
Sobre o Cardigans, uma coisa importantíssima precisa ser dita: a vocalista Nina Person é a cara da Kirsten Dunst, a "namorada" do Homem-Aranha. Sério.
E sobre o show? O baixista de feições rechonchudas é a simpatia em pessoa, Nina Person é uma das pessoas mais brancas que já vi e o guitarrista fez a alegria das meninas, com seu terno de bolinhas e o topete armado.
A banda é competente no palco e tanto as músicas do Super Extra Gravity quanto as do Gran Turismo funcionam muito bem ao vivo. Tirando o mega hit Lovefool, os momentos de maior empolgação foram em I need some fine wine and you, you need to be nicer, Godspell, Hanging around, Erase / Rewind e no final irrepreensível com My favourite game.
Já a apresentação do Gang of Four pode ser resumida em 4 tópicos, sem mais explicações:
* dança do macaco
* pós punk
* distorção
* Damage Goods
Simples de imaginar, não?
Ps.: Campari tem gosto de novalgina.