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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Kassin +2 em BH neste sábado

Kassin +2O projeto Kassin +2 se apresenta em Belo Horizonte pela primeira vez amanhã, dia 1º de dezembro, na Utópica Marcenaria. O show faz parte das comemorações de 7 anos da Utópica e custa R$ 25.


Kassin, Moreno Veloso e Domenico Lancellotti tocam ao lado de Stephane San Juan e Alberto Continentino e atualmente divulgam o álbum "Futurismo", após lançarem dois álbuns, um deles como Moreno +2 e outor como Domenico +2. A alteração se explica pelo fato de cada álbum ser idealizado por um membro diferente da banda.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Interpol no Brasil

Foi difícil acreditar, mas é verdade e já está na página da banda no MySpace. A banda novaiorquina Interpol fará três shows no Brasil em março de 2008, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e (pasmem) Belo Horizonte. Os shows acontecem nos dias 11 (Via Funchal, SP), 13 (Fundição Progresso, RJ) e 15 (Chevrolet Hall, BH). Os ingressos começam a ser vendidos ainda nesta semana.

Atualmente a banda divulga seu terceiro álbum, Our Love to Admire (download), lançado no início de 2007.


terça-feira, 28 de agosto de 2007

Preços, programação e onde comprar ingressos do Tim Festival 2007

Fonte oficial.

São Paulo

Auditório Ibirapuera
Horário: 20:30
Preço: R$120,00

Dia 25 de outubro – Quinta-feira

* Toni Platão
* Cat Power and Dirty Delta Blues
* Antony and the Johnsons

Dia 26 de outubro – Sexta-feira

* Eldar
* Roberta Gambarini Quartet
* Sylvain Luc Quartet
* Stefano Di Battista Quartet

Dia 27 de outubro – Sábado

* Katia B
* Cibelle
* Feist

Dia 28 de outubro – Domingo

* Joe Lovano Nonet
* Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
* Cecil Taylor
* Conrad Herwig’s Latin Side Band

Dia 29 de outubro – Segunda-feira

* Winona feat. Craig Armstrong and Scott Fraser
* circus com Neneh Cherry

Anhembi
Dia 28 de outubro – Domingo
Horário: 18:30
Preço:R$200,00 / R$400,00 (VIP)

* Spank Rock
* Hot Chip
* Björk
* Juliette and the Licks
* Arctic Monkeys
* The Killers

The Week
Dia 26 de outubro – Sexta-feira
Horário: 23:00
Preço: R$ 60,00 antecipado / R$80,00 na hora

* Toktok
* Girl Talk
* Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
* Daniel Haaksman
* Lindstrom
* Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo

-------------- mazzacane

Rio de Janeiro

Local: Marina da Glória

Dia 26 de outubro – Sexta-feira

Jazz US
Horário: 20:00
Preço: R$140,00

* Joe Lovano Nonet
* Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
* Cecil Taylor
* Conrad Herwig’s Latin Side Band

TIM Volta
Horário: 20:00
Preço: R$180,00

* Antony and the Johnsons
* Björk

Novo Rock UK
Horário: 23:30
Preço: R$180,00

* Hot Chip
* Arctic Monkeys

Novas Divas
Horário: 22:30
Preço: R$100,00

* Katia B
* Cibelle
* Feist
* Cat Power and Dirty Delta Blues

TIM Village
Abertura dos portões: 19:00
Preço: R$40,00
01:00 - Novo Rock BR

* Vanguart
* Montage
* Del Rey

Dia 27 de outubro - Sábado

Euro Jazz
Horário: 20:00
Preço: R$140,00

* Eldar
* Roberta Gambarini Quartet
* Sylvain Luc Quartet
* Stefano Di Battista Quartet

Novo Rock US
Horário: 20:00
Preço: R$180,00

* Juliette and The Licks
* The Killers

TIM Cool
Horário: 22:30
Preço: R$100,00

* Projeto Axial
* Winona feat. Craig Armstrong and Scott Fraser
* circus com Neneh Cherry

TIM Festa
Horário: 01:00
Preço: R$60,00

Disco House

* Lindstrom
* Toktok

Funk Mundial

* MC Gringo
* Daniel Haaksman
* DJ Sandrinho
* Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
* Diplo
* DJ Marlboro

Mash Up

* Spank Rock
* Girl Talk

TIM Village
Abertura dos portões: 19:00
Preço: R$60,00
01:00 – Na Pista

* Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
* Moo
* Guab

---------------------- www.mazzacane.blogspot.com

Curitiba

Pedreira Paulo Leminski

Dia 31 de outubro – Quarta-feira
Horário: 19:00
Preço:R$ 60,00

* Hot Chip
* Björk
* Arctic Monkeys
* The Killers

----------------

Vitória

Teatro UFES
Horário: 20:30
Preço:R$ 60,00

Dia 27 de outubro – Sábado

* Paulo Moura e o Samba de Latada
* Joe Lovano Nonet

Dia 28 de outubro – Domingo

* Fiest
* CirKus

Dia 29 de outubro – Segunda

* Eldar
* Roberta Gambarini Quartet


--------------

Onde comprar os ingressos:

São Paulo

Capital
Auditório do Ibirapuera: de terça a domingo, das 9h às 18h - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque do Ibirapuera (3)

Citibank Hall: 2ª a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h – Alameda dos Jamaris, 213 – Moema (3)

Teatro Abril: 2ª a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h - Av. Brigadeiro Luís Antonio, 411 - Bela Vista (1)

Fnac Pinheiros: 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 14h às 20h - Av. Pedroso de Moraes, 858 – Pinheiros (2)

Fnac Paulista: 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 14h às 20h - Avenida Paulista, 901 ou Alameda Santos, 960 – Jardins (2)

Fnac Morumbi: Morumbi Shopping - de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 13h às 22h - Morumbi (2)

Saraiva Mega Store Morumbi Shopping: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 13h às 21h - Morumbi (1)

Saraiva Mega Store Shopping Eldorado: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 13h às 21h - Pinheiros (1)

Saraiva Mega Store Shopping Ibirapuera: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 13h às 21h - Moema (1)

Saraiva Mega Store Shopping Center Norte: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 12h às 21h - Santana (1)

Saraiva Mega Store Shopping Anália Franco: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 13h às 20h – Anália Franco (1)

Livraria Siciliano: de 2ª à 5ª, das 9h às 20h30; 6ª e sábado, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 20h30 - Rua Cardoso de Melo, 630 – Itaim (1)

Santo André - SP
Loja AM/PM Posto Ipiranga Gravatinha: de 2ª a 6ª, das 9hàs 21h; sábado, das 9h às 18 h Av Portugal, 1756 - Bela Vista – Santo André – (3)

Campinas - SP
Fnac Campinas: de 2a a sexta, das 10h às 22h; Sábado das 10h às 22h e domingo e feriados, das 12h às 20h - Parque Dom Pedro Shopping – Av. Projetada Leste, 500 – Campinas (2)

Cia. Athletica – de 2ª a sexta, das 09h30h às 21h30h; sábado, das 10h às 19h; e domingo e feriados, das 10h às 17h - Shopping Galeria - Rod. D. Pedro I, km 131,5 – Campinas (1)

Brasília
Fnac Brasília: de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 12h às 21h - Park Shopping - SAI/SO Área 6580 (2)

Saraiva Mega Store Brasília: de 2a à 6ª das 9h às 19h, sábados das 9h às 13h. Setor Comercial Sul, Quadra 1 – Bloco H (Térreo). Edifício Morro Vermelho (1)

Cia. Athletica: de 2ª a sexta, das 9 h às 21 h; sábado, domingo e feriados, das 10 h às 17h - SCE/Sul Trecho 2 - Conjunto 32/Parte P1 - Nível Lago Paranoá - Pier 21 - Lago Sul (1)

Belo Horizonte
Livraria Leitura BH Shopping: de 2a a sábado, das 10h às 22h15; domingo e feriados, das 14h às 21h; Savassi - de 2ª a 6ª, das 08 às 20h sábado, das 9h às 18 h – Av. Cristóvão Colombo, 167 (3)

Chevrolet Hall: de 2a a sábado, das 12h às 20h; domingo e feriados, das 14h às 20h; Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - São Pedro (3)

Curitiba
FNAC Curitiba: de 2ª a sábado, das 11h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h – ParkShopping Barigüi - Avenida Professor Pedro Parigot de Souza, 600 (2)

Livrarias Curitiba: Shopping Estação - de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 14h às 20h – Centro (1)

Livrarias Curitiba Shopping Curitiba: de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 14h às 20h – Batel (1)

Livrarias Curitiba Shopping Mueller: de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 14h às 20h – Centro Cívico – (1)

Livrarias Curitiba Rua das Flores: de 2ª a 6ª, das 9h às 22h, sábado das 9h às 18h – Avenida Luiz Xavier, 78 – Centro (1)

Rio de Janeiro
FNAC Barra Shopping: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingo e feriados, das 15h às 21h – Av das Américas, 4600/ Loja B 101/114 – Barra da Tijuca (2)

Modern Sound: de 2a a sexta, das 9hàs 20h; sábados, das 9h às 19h – Rua Barata Ribeiro, 502/ LJ D2-D4-D6 – Copacabana (1)

Saraiva Mega Store Norte Shopping: de 2a a sábado, das 10 às 22h; domingos e feriados, das 15 às 21h - Av. Dom Hélder Camara, 5080/ Loja 4503 - Piso S – Pilares (1)

Saraiva Mega Store Rio Sul: de 2a a sábado, das 10 às 22h; domingos e feriados, das 12 às 21h – Rua Lauro Müller, 116/LJ 301 – 3º Piso – Botafogo (1)

Posto Ipiranga CW332: diariamente, das 9h30 às 17h – Rua Real Grandeza, 332 / 336 – Botafogo (3)

Posto Ipiranga Jockey Rio: diariamente, das 9h30 às 17h – Av. Bartolomeu Mitre, 1361 – Gávea (3)

Central Ticketmaster: 6846 6000. Demais localidades 0300 789 6846 (R$ 0,30/minuto + imposto tel. fixo R$ 0,77/minuto + imposto celular), das 9h às 21h – Segunda a sábado. Pagamento somente através de cartão de crédito.

Pela internet: www.ticketmaster.com.br

Formas de pagamento

1. Dinheiro, cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners e cartões de débito Visa Electron e Rede Shop
2. Dinheiro e cartões de débito Rede Shop e Visa Electron
3. Dinheiro, cartões de crédito Visa e Amex e cartão de débito Visa Electron

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Maurício Takara + Ganja Man + Rinoceronte Live System


É hoje!
A nova edição do Claro Minas Instrumental traz a união de Maurício Takara, Ganja Man e os mineiros do Rinoceronte Live System. Vale a pena conferir.

[Rapidinho assim, mas é o tempo...]

sábado, 14 de julho de 2007

shows internacionais e boatos

Além de The Killers, Arctic Monkeys, Björk e Juliette and the Licks, o novo nome a ser confirmado na edição 2007 do Tim Festival é o Girl Talk, dj que elevou o mashup a uma nova categoria com seu interessante álbum Night Ripper. Outros nomes cotados para o festival são Cat Power, Kaiser Chiefs, Antony and The Johnsons, Hot Chip e até mesmo o The Jesus and Mary Chain já foi citado entre as possíveis atrações.

O mais engraçado é que existem boatos sobre uma turnê que aconteceria em 2008 e reuniria bandas como Queens of the Stone Age e Alice In Chains. Outra notícia ainda mais estranha, vinda do El Cabong, afirma que a organização do Festival de Verão, que acontece em Salvador, estaria em negociações com Franz Ferdinand, Strokes e Ziggy Marley! Será mesmo? Só acredito no último nome citado...

sábado, 31 de março de 2007

south by southwest videos!

Você estava a fim de assistir aos shows do incrível festival texano South By Southwest, a.k.a. SXSW, mas não teve grana para viajar até a gringolândia? Nou próblem! O site IFilm fez uma ótima parceria com o festival e disponibiliza em um canal específico dezenas de trechos de shows e entrevistas de artistas como The Gossip, Iggy Pop & The Stooges, Peter Bjorn and John e o hype Cold War Kids.









E ainda tem:
Bloc Party
The Bravery
Tokyo Police Club
Mew
Mastodon
Architecture In Helsinki
Calla
e até Bonde do Rolê.

Tudo no ifilm.com/sxsw

Mas legal mesmo seria disponibilizar os shows na íntegra para download. Esse dia ainda vai chegar...

Na verdade, eu sabia da parceria com o IFilm desde antes do próprio festival começar, mas não me pergunte qual a razão, apenas hoje vim postar sobre isso.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Esquadrão Atari e festa Horizontes

Esquadrão Atari
“Você gosta de mim?”, ela me pergunta pela terceira vez na noite. Ela está tão bonita e dança de um jeito tão meigo que é difícil tirar os olhos de seu corpo. Enquanto devaneio sobre as possibilidades que o fim de noite aguarda para mim, mais uma pessoa esbarra em meu ombro em uma tentativa de conseguir uma vista melhor do que está à frente, me forçando novamente a segurar de modo firme minha Stella. A pequena TV posicionada em frente ao público provavelmente nunca havia sido tão valorizada em toda a sua existência, pobrezinha, apenas mais uma reles 20 polegadas desde os tempos de Zona Franca de Manaus. Mas agora ela acabara de se tornar o alvo das atenções em uma sauna subterrânea, conhecida por alguns como A Obra, e exibe os vídeos que completam a apresentação de um audacioso grupo chamado Esquadrão Atari.

Ela continua bebendo daquele seu jeito particular, meio atrapalhado, e dançando, esbarrando nas pessoas. Sim, este lugar está cheio em plena quinta-feira. Se não me engano, aquele cara aparentemente bêbado, com uma camisa de algum time europeu de futebol, é o Sérgio do Overmundo. E ele está bem atrás de um clone do Andy Garcia! São muitos os rostos conhecidos. Um deles é o do João.Eu adoro o João, é um cara super bacana. Mas, se eu acreditasse em algum Deus, o agradeceria por ter tirado a famosa TVa cunhada do João de perto de mim. Ela é simplesmente uma tagarela sem noção ou estava bêbada (por enquanto eu deixo a suposição de loucura abafada)? (Em momentos como este, o fato de este blog ser pouco acessado é reconfortante)

Mas o que trouxe todas essas pessoas até esta sauninha indie em uma quinta-feira de noite? Bem, provavelmente suas pernas e seus carros.
Dããã.
“Não, imbecil. Eu me refiro aos motivos para estas pessoas estarem presentes”. Aaaaaah. Com certeza não foram as mulheres. Porque, se alguém entrou com intenção de “pegação”, se fudeu.
“Puta que pariu, que cara idiota. E que texto ridículo. Vou para de ler e...” espera! É que uma série de piadinhas infames foi irresistível...

Leia o texto completo no Meio Desligado.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

show de retorno da UDORA

{ O texto abaixo faz parte daquele meu novo projeto, um entre muitos, já citado várias vezes anteriormente e que funciona, por enquanto, em versão beta. Postarei este texto aqui apenas porque ainda não quero divulgar o outro projeto antes que fique pronto. Sem mais detalhes.}

*

Cinco anos após o exílio nos Estados Unidos, com novo nome (antigamente se chamavam Diesel), o álbum Liberty Square na bagagem, iniciando uma nova fase com canções em português e metade da formação original, a Udora fez seu grande show de retorno em Belo Horizonte na última quinta-feira, dia 14 de dezembro.


Logo no início, com a ótima “pieces”, a banda deixou clara a razão pela qual fez tanta falta nos últimos anos: canções fortes e com punch, bons refrões e músicos que sabem fazer bom proveito de seus instrumentos são marcas registradas tanto da fase Diesel quanto da Udora.



O público que lotou o Lapa Multshow cantava todas as músicas, surpreendendo nas mais recentes, em português, disponíveis apenas na Trama Virtual, das quais boa parte da platéia também sabia as letras.


Havia certa apreensão no ar quando o vocalista e guitarrista Gustavo Drummond apresentou a primeira canção em português do show, “mil pedaços (lá, lá, lá)”, mas não havia necessidade. A nova fase da banda parece estar sendo bem recebida, apesar do termo “emo” surgir em uma freqüência semi-preocupante para descrever as novas músicas.


O que se percebe é um aprofundamento na veia pop da banda, já explorada no álbum Liberty Square, mas as letras em português ainda precisam ser trabalhadas. A própria “mil pedaços”, por exemplo, apresenta um excesso de rimas e algumas frases, digamos, desnecessárias, como “estrela guia no céu prometia brilhar e nos sepultou no escuro”. É algo que se espera do Fresno, mas que em se tratando de Udora, é aceitável pelo pelo fato de sabermos que as novas canções ainda estão em desenvolvimento.




Mas, como não podia deixar de ser, é óbvio que as músicas do Diesel tiveram um lugar especial no show. A primeira delas, “burn my hand”, provocou tal estado de nostalgia-recente que causou arrepios.
Ouvindo comentários e lendo sobre o show por aí, tenho certeza de que não fui o único a sentir isto. Aliás, os próprios Gustavo e Leonardo Marques, o outro guitarrista e também da formação original, deviam sentir o mesmo.
Foi prazeroso e ao mesmo tempo engraçado ouvir mais uma vez músicas como “drain” e “plastic smile”, uma das minhas favoritas do Diesel, com todo o peso e clima grunge. E o que dizer de “4d”, um dos maiores hits da banda? Fóda.


Vídeo de "burn my hand" no show em BH, 14.12.06




Anunciada como “a música tema da Copa do Mundo da ESPN americana”, “the beautiful game” ao vivo lembra ainda mais Silverchair (fase Diorama) do que em estúdio, e isso não é nem de longe um mal sinal. Do álbum Liberty Square também foram tocadas “faith and reason”, “breathing life”, a balada “when it ends”, o single “fade away” e “liberty square”, esta última, no bis. Todas muito boas, funcionando incrivelmente bem ao vivo.


Se algo deixou a desejar, ao menos um pouco, foram as novas canções em português. Com exceção de “perdas e danos” (que anteriormente atendia pelo péssimo título “a volta dos que não foram”), que tem tudo para se tornar um grande hit, algumas das novas músicas soam próximas ao lugar comum do rock/emo americano e dos sons “mtvescos brazilis”.
Torço para estar errado, mas a sensação é a de que a banda se afasta aos poucos do instrumental bem trabalhado , empolgante e pesado de antes.


É fácil comparar as 3 fases da banda. Se na época Diesel, Alice In Chains era referência constante e se percebia influência de Faith No More em músicas como “4d”, e boa parte de Liberty Square remete a Silverchair pós-Freak Show, a nova fase, em alguns de seus melhores momentos, lembra Panic! At The Disco.
Perda e danos” é ótima, concordo. Mas é preciso admitir que poderia fazer parte do álbum da turminha de Las Vegas (se fosse em inglês, sure).
Resta saber para qual lado a balança irá pender até o lançamento do álbum em português, atualmente intitulado Goodbye Alô (uh?).


Udora - perdas e danos



Em uma sábia escolha, deixaram fora do repertório músicas fracas da nova fase, como “por que não tentar de novo” (indiscutivelmente emo), “dia da independência” e “guerrilheiro só”, esta última, uma espécie de Leela com Polegar (ic!) e letra escrita por um moleque de 13 anos.
Os novos membros, o baterista PH e o baixista Daniel Debarry, se mostraram competentes, com poucos erros.


No mais, “o carnaval morreu” (difícil ouvir esta letra e não imaginar a quem ela se refere), “refém do tempo” (uma das melhores incursões pelo pop feita pela banda) e “velho lugar” (com riff chupado de "dope nose", do Weezer) são promissoras, mas é preciso que a banda não se deixe levar pela babação de ovo dos amigos hiper-empolgados com o retorno e mantenha os pés no chão, seguindo seu objetivo, seja ele qual for.


O futuro da Udora é incerto, mas contanto que seja divertido, não irei reclamar.

53 HC Fest - dia 1

O texto abaixo faz parte daquele meu novo projeto, um entre muitos, já citado várias vezes anteriormente e que funciona, por enquanto, em versão beta. Postarei este texto aqui apenas porque ainda não quero divulgar o outro projeto antes que fique pronto. Sem mais detalhes.

Enquanto pensava em como este blog seria e definia uma mínima linha editorial, uma das coisas que me pareceu clara, era que não seria muito interessante gastar tempo escrevendo sobre bandas ruins. É muito mais importante que as pessoas conheçam novas boas bandas, do que reforçar a idéia de que "tal" banda é péssima. E, de qualquer forma, como você irá perceber, todas as bandas citadas aqui poderão ser ouvidas no próprio blog (em breve), de forma que você tire suas próprias conclusões (e pense).

Tendo explicado isso, posso finalmente escrever sobre o 53 HC Fest, realizado pela loja/selo 53 HC, em Belo Horizonte nos últimos sexta e sábado, dias 8 e 9 de dezembro, no Lapa Multshow.

Primeira consideração: Público.
* Formado principalmente por menininhos e menininhas de franjinha no rosto, cintos de tachinhas, tênis Vans e All-Star e muitos, muitos bonés. Comentário do camarada do bar com o Bart (organizador do evento): "Porra, velho, esse show seu só tem moleque! É fóda!". Tanto que, na hora de comprar bebida, pela primeira vez no Lapa vi as pessoas tendo que mostrar a identidade. Mas isso não adiantava muito, ainda mais se levarmos em consideração que esse povo fica bêbado com duas latas de Kaiser e depois tenta vomitar com classe pra não atrapalhar o penteado. Tsc.
* Em um festival de hardcore, qual foi a música tocada pelo dj que mais animou o público? Adivinhe... "last nite", do Strokes. Sim. E enquanto tocava The Clash e Dead Kennedys, simplesmente não havia reação. "Meu Deus em quem eu não acredito, eles não conhecem!". Sim, é verdade. E o que dizer quando o dj teve a boa vontade de mostrar algo de bom e acessível, tocando "bigmouth strikes again" do The Smiths ou "rock and roll queen" do hype esperto The Subways? Ooooh. Nada. E por incrível que pareça, algumas pessoas me disseram que o público parecia mais animado durante o som mecânico do que durante os shows. Pudera...

Os shows
O início estava marcado para as 17 horas, cheguei às 20 e perdi Sonary e Monno (ambas de MG). Senti apenas por causa da Monno, é uma ótima e promissora banda, apesar de ainda soar muito melhor em estúdio do que ao vivo. Em um futuro post a banda será melhor descrita.

Voltinhas pelo Lapa, observando a tietagem underground (porque isso existe, e muito) até começar a fraca apresentação da capixaba Volume 7, nova banda do Murilo, ex-Dead Fish. Péssimo nome, som idem. A não ser que você seja um super fã de CPM 22 e Dead Fish fase atual. Se fosse uma banda instrumental, seria aceitável. Fala do vocalista para o público: "isso aqui não tá parecendo um show de hardcore". Concordo.

Antemic - ainda aqui


Mais pausa e depois, Antemic (ES). Detalhe: na Trama Virtual, eles descrevem seu som como post rock. Ha ha ha ha. Sim. E aquele barulho que eu faço quando estou cagando com diarréia eu chamo de grindcore.
Esquecendo esta tentativa de maquiar seu hardcore emo de algo mais interessante, o som, em alguns poucos momentos, é quase aceitável. Eu disse quase. Uma espécie de wannabe Jimmy Eat World, mas sem a manha para fazer hits punk pop descartáveis e que acaba soando às vezes como ForFun (sic). Parece que a vontade de ser um novo CPM 22 é uma das coisas que mais afetam a atual cena hardcore teen, que alguns anos atrás rendia tantas bandas engraçadas de ruins, mas ao menos toscas, sujas e com letras idiotas cantadas naquele inglês errado. Agora, a maioria continua ruim, com a diferença de que agora são letras bobinhas aos montes em português e melodias pop misturadas à distorção. E claro, tudo nem um pouco original.
E mais um ponto negativo para a banda: no MySpace, eles disponibilizaram apenas UMA música para download, deixando as outras duas disponíveis apenas para audição. Enquanto até as bandas alternativas tiverem este tipo de pensamento imbecil e retrógrado, relutando em tornar suas músicas o mais próxima possível do público, elas continuarão a se fuder.

LudovicCalma, finalmente chegou o momento do melhor show da noite. Ludovic (SP). Famosos pela energia de seus shows, o quinteto paulistano mostrou a razão pela qual são tão falados nos últimos anos. Desde o início com a ótimo "boas sementes, bons frutos", a banda despejou sobre a despreparada platéia uma massa sonora pós punk, remetendo a Sonic Youth e Joy Division e completada pelas boas letras da banda. Uma pena que o equipamento disponível não estivesse à altura do que a banda merece, o que prejudicou que principalmente o entendimento das letras (parte crucial do Ludovic).

LudovicO vocalista Jair lembra Ian Curtis e Johnny Rotten ao mesmo tempo, e consegue não parecer forçado. E, quando diz ao microfone que a platéia ali presente é imbecil e o festival, uma merda (não exatamente com estas palavras, mas extremamente próximo disso), um sorriso no rosto de quem ainda tem cérebro é inevitável. Aos outros, restaram gritinhos como "eu sou emo mesmo, e daí?", vindos da menina à minha frente, puta pelo vocalista ter utilizado a expressão "bobagens emo".
Parafraseando o próprio Jair, "azar o seu querida".



Gramofocas (DF - foto) foi difícil de aturar. Punk rock banal, som ruim, vocal idem = chato, chato. Aquele tipo de banda que toca para rocker do interior encher a cara e dizer que "estes caras são muito loco". Nem o bom-humor na hora de nomear as músicas ("country song (nofx should listen more ramones)", "você é meu rolinho parmalat") e nas letras ("sempre que eu fico feliz eu bebo / e se eu fico feliz eu bebo também") consegue salvar.

Gramofocas - sempre que eu fico feliz eu bebo


Carbona (RJ) foi a próxima e, da mesma forma, difícil de aguentar. Tão difícil que fui embora logo após as três primeiras músicas. Sabe aquela bandinha punk que seu ex-colega de escola montou e que até tem algumas músicas "legaizinhas", mas descartáveis, e todas parecem ser a mesma? Carbona.

E sobre o Aditive (SP), que fechou a noite e foi talvez a maior responsável pelos emos presentes? Escute Fresno, Hateen ou NxZero e saberá do que se trata.

domingo, 12 de novembro de 2006

NEW ORDER em BH

Primeiro.


Se tivesse que escolher uma banda dos sonhos, ao menos duas posições já estariam certas:
Wayne Coyne {The Flaming Lips} nos vocais e Peter Hook {Joy Division / New Order} no baixo.

*

Sobre o show do New Order ontem no Pop Rock Brasil 2006, em breve escreverei. Este post será atualizado até a terça-feira (muito serviço...).

As músicas tocadas das quais me lembro:
Crystal (abrindo o show)
Regret
Ceremony (do Joy Division)
Krafty
Transmission (do Joy Division)
Waitin' For The Sirens Call
Temptation
Blue Monday
Bizarre Love Triangle
Love Will Tear Us Apart (fechando a apresentação)

Completando, aqui vai o setlist que peguei no site do Alto-Falante:

Como dá para perceber, ainda não tive tempo suficiente para escrever sobre o show. Mas até o final de semana, tentarei completar (embora eu saiba que, até lá, todos os interessados já terão lido sobre o show em algum outro lugar).

*

Atualização: 19 de novembro.

Desisti de completar este post.
Para quê serve o Google? Corra atrás do que você quer.

sábado, 28 de outubro de 2006

mombojó

mombojó, 05.08.04

Episódio 1: 05-08-2004

Em 5 de agosto de 2004 o Mombojó se apresentou em Belo Horizonte pela primeira vez, no festival Eletronika. Na época, a banda havia acabado de lançar seu primeiro álbum, nadadenovo, disponibilizado para download no site da banda e também encartado na revista Outracoisa. Naquele dia o Mombojó era a atração principal de um dos galpões da Casa do Conde, local onde tocavam as atrações mais "orgânicas" e alternativas do festival. Os dj's se apresentavam no então chamado Marista Hall, hoje, Chevrolet Hall.

mombojó, 05.08.04

Aquele show foi mais do que especial, já que, além de ser o primeiro deles na capital mineira, também contava com a participação do coletivo Re:Combo, representado pelo Esquadrão Atari, que fazia colagens sonoras ao vivo sobre as canções da banda (sem nenhum ensaio).

Sim, da platéia ecoaram alguns (poucos) gritos de "Los Hermanos!" e nas conversas era fácil ouvir algum "a voz dele é idêntica à do Fred 04", porém o mais interessante era observar como aquela nova mistura de rock alternativo, mpb, samba, bossa, mangue e eletrônica, soava tão fresca e cativante.

Sete jovens pernambucanos, juntando em cima do palco uma variedade de instrumentos (guitarra, baixo, mini-bateria, cavaquinho, teclado, trompete, escaleta, violão, flauta) à favor da experimentação e prazer do ouvinte.

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Do início, com um tema instrumental com Marcelo Campello na guitarra, seguido de "discurso burocrático / a missa", passando pela cover de Ronnie Von à "faaca" e "deixe-se acreditar", ficava claro que ali estava um grupo singular.


Episódio 2: 27.05.06

Dois anos após sua primeira incursão pela capital mineira, a banda voltou para divulgar seu segundo álbum, Homem-Espuma, lançado pela gravadora Trama. Os boatos sobre o show começaram na internet e a comoção dos fãs foi tal, que o tópico desta apresentação é o mais comentado na comunidade do Mombojó no Orkut, com mais de 480 mensagens. Como era de se esperar, o espaço do Teatro da Biblioteca da Praça da Liberdade não foi suficiente para abrigar os fãs. Os ingressos se esgotaram rapidamente e um segundo show teve de ser marcado para a noite.

Como minha fofa namorada trabalha na Biblioteca e havia descolado ingressos de graça para a primeira apresentação, foi sem pesar que desembolsei mais alguns reais para ver a banda novamente.

No primeiro show, todas as cadeiras lotadas, pessoas sentadas nos corredores e clima de excitação geral. Afinal, para a grande maioria, aquela era a primeira vez junto à banda.

A maior surpresa era perceber como as canções de Homem-Espuma ganham vida ao vivo, mais encorpadas e "pesadas". E também, reparar que Vicente Machado deu um upgrade em sua bateria antes raquítica e nas novas estripulias eletrônicas de Chiquinho, à vontade com seu novo laptop e teclados.

Ali fomos apresentados à já famosa dancinha de Felipe S., munida a uísque. Um baixo mais "vivo" de Samuel e a guitarra precisa de Marcelo Machado, encaixando distorções onde pode, também estavam garantidos. E, é claro, Marcelo Campello e O Rafa, cada vez mais competentes, nos instrumentos de sopro e cavaco.

Se já estava bom, melhorou ainda mais quando o vocalista Felipe S. disse para as pessoas não se acanharem, levantarem-se e dançar. Se terminasse aí, já estaria ótimo. Mas ainda tinha um show bônus.


Episódio 3: 27.05.06

Depois da difícil tarefa de tirar as pessoas que viram o show anterior de dentro do teatro (eles queriam mais, mais!), iniciou-se a segunda apresentação da noite. Os corredores já não estavam ocupados por pessoas de pé ou sentadas no chão e até mesmo alguns assentos estavam desocupados na parte inferior do Teatro, mas havia um bom público.

Como era de se esperar, foi um show mesmo animado que o primeiro, tanto por parte do público quanto da banda, mas ainda assim muito bom. Com três ou quatro canções diferentes das apresentadas no show anterior, sendo que a maior diferença foi "a missa", que fechou o segundo show e não havia sido tocada no anterior.


mombojó

Episódio 4: 22.10.06

Primeiro, a história do ingresso. Fui informado de que na comunidade da Obra, no Orkut, alguém da (péssima) banda Caipirinhas distribuiria 50 cortesias para o domingo na Conexão Telemig Celular, dia em que se apresentariam tanto o Capirinhas como também o Mombojó. Bastava escrever seu nome em determinado tópico e buscar seu ingresso na Obra, a partir da quinta. Assim, sem sorteio, se você fosse um dos 50 primeiros a escrever, ganhava.

Nesta hora meus perfis falsos no Orkut foram de extremo valor.

Acontece que divulgaram um horário errado para buscarmos os ingressos na Obra. Saí do escritório do Cinema em Cena, onde trabalho, encontrei a bêbada mais charmosa que conheço, e, passado um tempo, fomos para a Obra. E tive que esperar por umas duas horas até que a responsável pelos ingressos finalmente chegasse.

Moral da história?

1. mesmo já tendo visto o Mombojó por três vezes, passei por tudo isto para vê-los mais uma vez, porque é muito bom.

2. até mesmo as bandas muito ruins podem servir para alguma coisa (nem que seja apenas para descolar ingresso para o show de outra banda)

mombojó

E quanto ao show? Cinco meses após os shows anteriores na cidade, grandes mudanças não são esperadas. E não ocorreram. Mas, se você conhece bem o Mombojó, sabe que isso passa longe de ser ruim.

Mesmo sendo noite de domingo, a tenda da Conexão ficou cheia. Começaram com "discurso burocrático / a missa", ao contrário dos shows no teatro. Fez lembrar da primeira vez da banda em BH, tanto pelo início como pelo ambiente. O baixista Samuel agora também arrumou para si um teclado, com o qual faz pequenas intervenções (entenda-se como "ruídos esquisitos") em algumas das músicas. Não tocaram "o céu, o sol, o mar" e, mesmo com os pedidos dos fãs, também não tocaram "cabidela". Para variar, nenhum bis. Mas que já havia sido apresentado era suficiente para espalhar sorrisos pela madrugada.

mombojó

É engraçado reparar que, junto da "fama", vem os fãs idiotas e menininhas histéricas gritando em frente ao palco. Pessoas que necessitam de ícones fugazes a serem idolatrados, não basta a música. E, para piorar, prendem suas atenções e adoração ao vocalista. Em uma banda como o Mombojó, mais do que na grande maioria das outras, não há um sujeito que se sobressaia. O cunjunto, o "todo", é fundamental para a obra do grupo. Entende? Grupo. Mas tente falar isto com a menina debruçada na barra de proteção...

mombojó

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Mais fotos de shows do Mombojó você vê no meu Flickr. [todas as fotos acima, de minha autoria, exceto a terceira, "felipe esverdeado", feita por João Perdigão]

Daft Punk no Tim Festival

Droga, eu perdi!! O incrível Daft Punk tocou ontem no Rio de Janeiro e eu não fui ao show. Muito menos irei ao de São Paulo...

Para você, que também não foi, coloco aqui algumas fotos e links para saber como foi...assim que achar alguns vídeos no YouTube, coloco também.
Links de notícias sobre o show do Daft Punk no Tim Festival:

Reuters

Estadão

Blog do Tim Festival parte 1

Blog do Tim Festival parte 2

Uol Música

Terra Música

Ig

Rio Fanzine

Urbe


Vídeos do show do Daft Punk no Tim Festival

Caso você saiba de links para vídeos ou textos sobre o show, deixe um comentário.

foto 1: alexandre schneider / foto da pirâmide vermelha:rico gelli / foto da dupla: domingos guimaraens / última foto: 4 press

domingo, 22 de outubro de 2006

Cordel do Fogo Encantado

cordel do fogo encantado cordel do fogo encantado

O show do Cordel do Fogo Encantado na última terça-feira, dia 17, foi realmente muito bom. Lançando o novo álbum, Transfiguração, em Belo Horizonte, a banda lotou o Parque Municipal e mostrou mais uma vez a razão pela qual é tão aclamada por público e crítica.
A força das canções ao vivo é indiscutível. E o caráter teatral enriquece ainda mais o ESPETÁCULO, assim, em maiúsculas.
O público também fez sua parte, cantando todas as músicas, a ponto de surpreender e provocar sorrisos no rosto do vocalista Lirinha, que por vezes deixou o microfone para ouvir suas letras declamadas pela multidão.
Não vou tentar descrever a apresentação, apenas digo: da próxima vez que lhe disserem que um show do Cordel do Fogo Encantado é imperdível, acredite.

cordel do fogo encantado cordel do fogo encantado

Essas e outras fotos do show do Cordel do Fogo Encantado em Belo Horizonte você vê no meu Flickr. Elas também estão na Indie BR, mas para vê-las (e também fotos de outros shows da banda), é preciso ser membro da comunidade. Então, faça o seu Flickr, zé mané!

*

Antes do Cordel, na terça, teve Pedro Morais (bh), com participação de Max de Castro. Para dizer a verdade, achei bem ruim. Mpb banal, sem nenhuma novidade, lembrando porcarias como Cláudio Zoli. Mas, é claro, as meninas de saia indiana e sandália de dedo, gostaram.
E desta vez, o músico convidado (Max de Castro, dããã), ao menos fez uma participação relevante, em cerca de 30 minutos do show. Muuuuuito diferente do que aconteceu com o Arnaldo Antunes, que participou do show da (fraca) Porcas Borboletas no sábado passado para cantar apenas uma música, ser vaiado e ser obrigado a voltar para cantar mais uma. Até que as vaias surgiram novamente (talvez nem direcionadas ao músico, mas à direção do evento).

max de castro

pedro morais

Mais fotos do Max de Castro e Pedro Morais, também no meu
Flickr.

Ps.: você reparou que o Pedro é a cara do Waldinho?

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

festa de 9 anos da Obra

Sim, um pouco atrasado. Sou um rapaz ocupado.










Sábadão é dia de sair e fazer valer a ralação durante a semana. Você olha as suas opções e descobre que no mesmo dia em que a Obra comemora seus 9 anos o papito Supla discoteca na Mary In Hell. Uhm... Definitivamente seria bastante divertido ver dando uma de DJ o cara que:

a. pegava a Angélica em filme dos Trapalhões;
b. pegava a Bárbara Paz na Casa dos Artistas;
c. é o punk mais playboy do país;
d. fez alguns dos clipes mais ridículos que já vi;
e. canta green hair.

Mas a possibilidade de ver 4 shows alternativos interessantes em um mesmo local não poderia ser desperdiçada.


Os shows em questão eram os das bandas mineiras Monno e Valv, os goianos Hang The Superstars (o melhor nome de banda nacional) e o ícone do punk brega, Wander Wildner.
Escolhido o que fazer, você vai, vê os shows em um Lapa Multishow não muito cheio (ao contrário das festas de aniversário da Obra anteriores, ano passado com Matanza e em 2004 com Fogotten Boys como atrações principais) e pretende escrever em seu blog como foi, impressões sobre as bandas, etc.

Mas você tem uma vida corrida, você trabalha, você estuda, você tem que escrever o piloto da sua coluna, você está preocupado com as matérias que você não gravou para a aula de rádio e que já somam 5 ou 6, você tem vários álbuns recém-baixados para escutar, você tem livros para terminar de ler, você tem músicas para terminar de produzir, você tem idéias a elaborar, você tem que comer e respirar, você tem que atender os chatos que te chamam no portão, você tem que se preocupar com o aquecimento global, você tem que apagar os recados do seu orkut, você tem que mexer compulsivamente no seu del.icio.us, você tem que procurar por vídeos do the Cumshots, você tem que dormir, você tem que chorar pela criancinha que cai no poço do filme da sessão da tarde e você tem que acordar cedo, bem cedo.

Então, por que gastar tão precioso tempo com isto?

domingo, 10 de setembro de 2006

Campari Rock BH

Desta vez não dei bobeira e vou logo contando como foi a edição mineira do Campari Rock, ontem, com shows do Digitaria, The Cardigans e Gang Of Four.

Em um hiper resumo, os shows seriam descritos assim:

digitaria

Digitaria: mediano. Uma espécie de Montage sem graça ou uma P.U.T.A. mais electro, tocando para alguns poucos frequentadores da Up! que rebolavam na frente do palco.


cardigans

The Cardigans: ótima apresentação, baseada no último e melhor álbum da banda, Super Extra Gravity. Rock pop fofo, simpático e competente.


gang of four

Gang Of Four: sem dúvida o show mais animado da noite. Os tiozinhos ainda têm bastante fôlego, inclusive para mandar a “dança do macaco” durante todo o show. Em certo ponto o som chegou a ficar um pouco repetitivo, mas só de ver o pessoal tão animado (público e banda) você simplesmente se deixava entrar no clima e aproveitar o anfetamínico show da banda.


Pronto. Agora posso desandar a escrever bobagens até retornar aos shows em si no fim do texto.


Muita gente dizia que o Campari Rock em Belo Horizonte seria um fracasso, que não teria público, etc. A meu ver, não foi um festival (dá para chamar 3 shows de festival?) super bem sucedido, mas de longe também não foi um fracasso. Pouco mais da metade da pista do Chevrolet Hall estava cheia e alguns gatos pingados se espalhavam pelas arquibancadas, enquanto algumas pessoas, acreditem, até “assistiam” aos shows dos banheiros! (sim, é verdade, mas não me pergunte detalhes...).


Agora, um dos momentos mais incríveis me aconteceu pouco após entrar e pegar minha dose gráis de Campari com energético. Ao fundo da pista, enquanto o Digitaria começava seu show, Ele, uma das maiores lendas da música mundial, passava ao meu lado, com um longo e cinematográfico sobretudo, acompanhado de duas mulheres rumo a arquibancada. Ele, o ídolo de Wayne Coyne, Beck e Kurt Cobain, o homem que pulou do 3º andar de um prédio e não morreu, o amigo do Lobão e do John do Pato Fu, o cara que comia a Rita Lee quando ela ainda era comível, um dos responsáveis pela maior banda brasileira de todos os tempos, o homem que...bem, chega! Ali estava Arnaldo Baptista, membro da antológica banda Os Mutantes, que retornou este ano para alguns shows na Europa e Estados Unidos.

Por um breve momento fiquei imóvel, sem conseguir pensar. Apenas acompanhava com os olhos aquela personagem história se mover com dificuldade até a arquibancada. Até que um solitário pensamento me vem à mente: “se eu pudesse vender momentos, este me renderia uma boa grana”. Ah, sim, o capitalismo. A vida se resume a isto.


Acabado o momento Caras-junkie-hippie, voltemos à música.


digitaria

Digitaria é um dos grupos mais falados da cena electro rock brasileira e também um dos que obtém maior destaque no exterior, mesmo que entre um público extremamente restrito (à cena electro underground). Ao vivo o mini-hype em torno da banda não se justificou. Mesmo durante a curta apresentação na abertura da edição mineira do Campari Rock, foi difícil para a banda empolgar o público, com exceção de meia-dúzia de frequentadores da Up! já citados anteriormente.

digitaria

Porém nada disso parecia alterar o hiper afetado vocalista da banda, pulando como um macaco durante todo o show vestido apenas de uma cuequinha apertada (ui!), mesmo durante as partes calmas das músicas. Que bom que ao menos ele se anima...


Sobre o Cardigans, uma coisa importantíssima precisa ser dita: a vocalista Nina Person é a cara da Kirsten Dunst, a "namorada" do Homem-Aranha. Sério.

cardigans

E sobre o show? O baixista de feições rechonchudas é a simpatia em pessoa, Nina Person é uma das pessoas mais brancas que já vi e o guitarrista fez a alegria das meninas, com seu terno de bolinhas e o topete armado.

cardigans cardigans

A banda é competente no palco e tanto as músicas do Super Extra Gravity quanto as do Gran Turismo funcionam muito bem ao vivo. Tirando o mega hit Lovefool, os momentos de maior empolgação foram em I need some fine wine and you, you need to be nicer, Godspell, Hanging around, Erase / Rewind e no final irrepreensível com My favourite game.


Já a apresentação do Gang of Four pode ser resumida em 4 tópicos, sem mais explicações:

* dança do macaco

* pós punk

* distorção

* Damage Goods

Simples de imaginar, não?

gang of four


Ps.: Campari tem gosto de novalgina.