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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Diamante de Sangue

Ao contrário do texto que escrevi sobre Mais Estranho Que A Ficção, que considero uma crítica, o texto abaixo sobre Diamante de Sangue é uma resenha da qual sequer me orgulho muito.
Mas deixe-me explicar e ser sincero. Uma das coisas que decidi fazer este ano é escrever, ao menos um pouco, sobre cada filme que assistir. Já que trabalho com cinema, acho bom escrever sobre isso ao longo deste período, mesmo que de forma descompromissada e evoluir aos poucos.
Este texto sobre Diamante de Sangue teve de ser escrito às pressas pois hoje de noite irei à pré-estréia de Babel, e por isso não quero acumular textos a serem escritos, já que também tenho as coisas do outro site para fazer, coluna no outro site, etc.

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Como entretenimento, Diamante de Sangue (Blood Diamond) é extremamente satisfatório. Mas, como de costume, quando Hollywood resolve fazer cinema-denúncia não se pode esperar muito.

No filme em questão, a história envolve o tráfico de diamantes na África durante os anos 1990, que financiou (ou financia) guerras e matanças no continente. Djimon Hounsou vive um pescador que é separado da família e forçado a trabalhar nas minas, procurando diamantes para uma milícia rebelde e violenta de Serra Leoa. Leonardo DiCaprio é um ex-soldado que trabalha com o tráfico de diamantes e que tem como meta conseguir dinheiro suficiente para sair da África. O caminho dos dois se cruza após Hounson encontrar um enorme diamante rosa, a pedra que pode significar a salvação de ambos.


Após uma série de eventos, o objetivo de Hounsou passa ser reencontrar sua família e o de DiCaprio, ajuda-lo, somente para conseguir o diamante. No caminho de ambos está Jennifer Connelly, como uma jornalista americana em busca de um grande furo e que será crucial na jornada de ambos.


Apesar de alguns clichês, como no caso dos rebeldes da Frente Revolucionária Unida, o filme funciona bem, com uma mistura de drama e ação. Felizmente um provável romance entre Connelly e DiCaprio é deixado em segundo plano, focando-se no amor familiar de Hounson.


O diretor Edward Zwick não é excepcional, mas é competente. A impressão que tenho é que, nas mãos de um diretor como Paul Greengrass, este filme seria muito, muito melhor. Claro, com o roteiro adaptado ao seu estilo.


Enfim, se você não se importa em saber que pouquíssima coisa irá mudar por causa deste filme e deseja apenas se divertir por algumas horas, assista sem medo. E vale saber que esta é uma das melhores atuações Leonardo DiCaprio, sem dúvida alguma.

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Diamante de Sangue (Blood Diamond) - 2006
Direção: Edward Zwick
Roteiro: Charles Leavitt
Argumento: Charles Leavitt / C. Gaby Mitchell
Elenco: Leonardo DiCaprio / Djimon Hounsou / Jennifer Connelly / Arnold Vosloo / Kagiso Kuypers

sábado, 13 de janeiro de 2007

Mais Estranho que a Ficção

Stranger Than Fiction é o nome do livro autobiográfico de Chuck Palahniuk, autor de Clube da Luta. É o nome do álbum do Bad Religion lançado em 1994. É também o título de um dos melhores filmes de 2006 e, desde a última terça-feira, um dos meus favoritos. Mais Estranho que a Ficção.

Um filme sobre a vida. Sobre o modo como vivemos, os prazeres, o que temos medo de enfrentar.

Assistindo ao filme da sua vida, ou, no caso, lendo o livro da sua vida, qual seria a sua reação?

É exatamente esta a situação em que se encontra Harold Crick, personagem de Will Ferrell, que se descobre como personagem de um livro incompleto. A cada ação sua, a cada pensamento, uma narradora onipresente surge como espécie de consciência descontrolada, mostrando tudo aquilo ao que ele fazia questão de não perceber, como a vida medíocre e mecânica que levava.

Porém, o livro de sua vida ainda está sendo escrito e, ao deparar-se com a possibilidade da morte próxima, Harold acaba por viver os momentos mais intensos de sua existência. A possibilidade do fim traz à tona um sentindo para uma vida até então vazia.
Lembra da cena em Clube da Luta na qual Tyler Durden ameaça matar o caixa de uma loja, para que quando ele acordasse no próximo dia, aproveitasse melhor a vida? O sentido aqui é o mesmo.

É a comédia da desilusão, uma mistura inusitada do ótimo Huckabees (tanto no visual como no conteúdo) e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Afinal, são as pequenas coisas da vida que tornam tudo interessante.

“Você não está feliz por não ser um golum?”, Dustin Hoffman pergunta.
“Eu estou feliz por não ser um golum”, Ferrell responde.
É preciso ver o lado bom da vida.

Após o bem executado visualmente, porém confuso, A Passagem (Stay), o diretor Marc Foster confirma o título de um dos diretores mais interessantes da atualidade, adicionando este novo longa à sua já bela filmografia, na qual também constam Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland) e A Última Ceia (Monster's Ball).

As intervenções gráficas interagindo com Will Ferrell são simplesmente incríveis e reforçam o caráter mecânico de sua vida, sua forma matemática de programar as ações e ver as situações, em contraposto à poesia até então submersa junto à desilusão do cotidiano.

E o tempo...
Não é à toa que um relógio é parte crucial da história. Não apenas o aparato físico, mas o que ele representa.

Mais do que simples entretenimento, Mais Estranho que a Ficção já mereceria destaque simplesmente por ser uma obra que faz pensar. E quando o alvo destes pensamentos são as nossas próprias vidas, esta obra se torna ainda mais importante.

Não se deixe levar pela (má) fama de comediante de Will Ferrell. Seu Harold Crick, medíocre e sem graça passa longe de qualquer um de seus personagens “engraçados” anteriores. E nem mesmo a presença de (sic) Queen Latifah chega em algum momento a tirar um pouco que seja do brilho do filme.
E é claro, ainda temos a presença de Dustin Hoffman; Maggie Gyllenhaal, seguindo os passos do irmão, cada vez melhor e em filmes mais legais; Emma Thompson, como a perturbada escritora em crise (em uma atuação um pouco forçada); e até o carinha que interpreta o irmão esquisito do Michael em Arrested Development.

E a trilha sonora também é muito, muito boa, com músicas do The Clash, The Jam, várias do Spoon e outras bandas. Sem contar o fim, com uma versão instrumental de “going missing” do Maximo Park. E eu disse que um dos momentos mais emocionantes do filme envolve Will Ferrel, um violão e uma canção punk?

Aliás, o filme não deixa de mostrar que o punk também traz lições construtivas, mas é preciso ver para entender...

No fim, uma pergunta do personagem de Dustin Hoffman ao de Will Ferrell resume Mais Estranho que a Ficção: “Sua vida é uma comédia ou uma tragédia?”.

Quem nunca se perguntou o mesmo, que desista de ir ao cinema.

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Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction)
Direção: Marc Foster
Roteiro: Zach Helm

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Zach Helm fez sua estréia no cinema com o roteiro de Mais Estranho que a Ficção e atualmente trabalha em Mr. Magorium's Wonder Emporium, do qual é responsável pela direção e roteiro. Em seu novo filme, Helm trabalha novamente com Dustin Hoffman e com outro membro do elenco de Arrested Development: o protagonista da série, o ator Jason Bateman (que não renovou seu contrato na série e está partindo para o que parece ser uma interessante carreira cinematográfica. Ele também está em mais dois projetos interessantes: Fast Track, com Zach Braff, de Scrubs; e , Tonight, He comes, filme sobre um super-herói fracassado e alcoólatra).

Helm já foi tachado como "o novo Charlie Kaufman".

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Músicas da trilha sonora:

1. The Book I Write - Spoon
2. Going Missing - Maximo Park
3. Whole Wide World - Wreckless Eric
4. Flours - Britt Daniel/Brian Reitzell
5. The Way We Get By - Spoon
6. Mind Your Own Business - Delta 5
7. Bottles & Bones (Shade & Sympathy) - Califone
8. Writer's Block - Britt Daniel/Brian Reitzell
9. My Mathematical Mind - Spoon
10. La Petite Fille De La Mer - Vangelis
11. That's Entertainment - The Jam
12. Dubbing in the Back Seat - The Upsetters
13. Auditor - Britt Daniel/Brian Reitzell
14. Vittorio E - Spoon
15. In Church - M8 3

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Para quem gosta de: filmes do Spike Jonze e Michel Gondry / O Fabuloso Destino de Amélie Poulain / Huckabees – A Vida É Uma Comédia / Magnólia

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10.

sábado, 30 de dezembro de 2006

iForward, Russia! - give me a wall

Nota: 10

Formado em Leeds, Inglaterra, em 2004, por Tom Woodhead (vocal, sintetizadores) e Rob Canning (baixo), ambos ex-membros de uma banda chamada The Black Helicopters, mais os irmãos Whiskas (guitarra, vocais) e Katie Nicholls (bateria, vocais), a iForward, Russia! tomou o mundo em assalto em 2006 com o lançamento de seu ótimo álbum de estréia, Give Me A Wall.

Uma das características que diferenciam a banda dos demais exemplares contemporâneos do indie rock britânico é o peso. Mesmo tendo o post punk de grupos como The Fall e Gang of Four entre as principais influências, a iForward, Russia! não tem receio algum em pisar fundo na distorção e utilizar gritos rasgados em suas canções.
Logo na faixa de abertura de Give Me A Wall, a incrível “thrirteen” (todas as músicas tem números como título), fica clara a mistura de post punk e post hardcore explorada pela banda, algo como Bloc Party com muito mais peso ou um Refused tocando indie rock.

A dissonância, as quebras nas músicas e as linhas de guitarra da iForward, Russia! estão mais próximas de nomes do rock alternativo americano, como Pretty Girls Make Graves, Fugazi e At The Drive-In do que os costumeiros The Clash e The Cure, influências majoritárias de grande parte dos hypes do rock alternativo desta década. “twelve” e “seventeen” deixam isto bem claro.

Bloc Party é um nome que vem constantemente à cabeça ao se ouvir iForward, Russia!, principalmente pelo vocal. A voz de Tom Woodhead parece bastante com a de Kele Okereke (vocalista do BP), se este fosse mais enérgico e afetado (no bom sentido).

As letras falam sobre desilusões, dúvidas e amor, ingredientes principais na transição entre adolescência e vida adulta. A frase que abre o álbum é direta: “choose life”. Remete a Trainspotting e resume todo um sentimento de apreensão e medo desta fase da vida. O mesmo acontece na triste “nineteen”: “before you've even seen it / the old horizon's gone”. Uma das melhores músicas do cd e que também tem um vídeo muito bom.

Outra música indispensável do álbum é “fifteen pt 1”, talvez a mais indispensável de todas e que resume a banda em 4 minutos e 14: peso, sintetizadores e bateria ao estilo new rave, diversas quebradas, vocal melódico, gritaria e um refrão matador.

Para coroar, o fim com “eleven” apenas confirma a qualidade da banda. Começa com uma levada dançante no melhor estilo Franz FerdinandRadio 4, entremeada por passagens pesadas até chegar a um fim que poderia ter sido gravado pelo ...And You Will Know Us By The Trail Of Dead em sua fase pré-Worlds Apart (o que significa muitos ruídos, gritos e quebradeira).

Ao terminar de ouvir Give Me A Wall, fica a sensação de que está é, sem dúvida, uma das mais interessantes e promissoras bandas da atualidade.

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Para quem gosta de:
The Go! Team / Pretty Girls Make Graves / Bloc Party / Franz Ferdinand

Primeiras para o download:
"fifteen pt 1" / "thirteen" / "twelve"

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Info:
Banda - iForward, Russia!
Álbum - Give Me A Wall
Ano: 2006 - maio
Selo: Dance to the Radio

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Vídeos:

iForward, Russia! - Nineteen



iForward, Russia! - Eighteen



iForward, Russia! - Twelve



iForward, Russia! - Nine


sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

os filmes da semana

1. Fonte da Vida (the fountain)

De: Darren Aronofsky
Com: Hugh Jackman, Rachel Weiz, Ellen Burstyn

Darren Aronofsky confirmou sua
posição no meu top 5 de diretores, com este ótimo e complexo filme, amado por uns, odiado por outros. Mas a controvérsia é fácil de ser entendida, boa parte da audiência simplesmente não entende o filme.

Visualmente, é um dos mais belos filmes que já vi, em todos os tempos. Sem exageros.

Admito que antes de assistir ao filme, estava com uma grande dúvida em relação à história (sinopse fuleira: um homem tenta salvar a mulher que ama em 3 épocas diferentes, passado, presente e futuro, buscando uma maneira de viverem juntos para sempre) mas me surpreendi.

Um filme metafórico, complexo, triste, bonito, religioso e para poucos.
(Tão poucos, que em breve já deve sair de cartaz em Belo Horizonte)

2. O Labirinto do Fauno (el laberinto del fauno)
De: Guilhermo del Toro
Com: Ivana Baquero, Doug Jones, Sergi López, Ariadna Gil, Maribel Verdú, Álex Angulo

A fábula de terror de del Toro é ao mesmo tempo aterrorizante, grotesca e, durante boa parte do filme, singela.

A meu ver, relaciona-se ao que M. Night Shyamalan fez em A Dama na Água, levando em consideração que del Toro é del Toro, o único homem capaz de misturar conto de fadas, guerra civil espanhola, monstros nojentos e cenas gore dignas de algum filme da série Jogos Mortais.

Detalhe: o monstro no cartaz ao lado, é uma das coisas mais legais que vi no cinema este ano.

Ah, o filme estréia hoje.

3. Pintar ou Fazer Amor (peindre ou faire l'amour)

De: Arnaud e Jean-Marrie Larrieu
Com: Sabine Azéma, Daniel Auteuil, Sergi Lopez, Amira Casar


Este eu assisto por acaso, já que estava com o ingresso e teria que esperar pel'O Labirinto do Fauno, mas valeu a pena.


Uma história simples, de como um acomodado casal burguês tem sua vida transformada ao se mudarem para o interior da França e descobrem uma nova e interessante forma de prazer.

Por incrível que pareça, o mesmo Sergi Lopez de ...Fauno também está neste filme. Aposto que meus companheiros sequer repararam.

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Para mais informações sobre estes filmes, críticas, fotos, etc, você pode ir ao Cinema Em Cena, um dos maiores sites especializados em cinema do país, no qual sou redator. E se você já conhecia o site, aposto que vai se surpreender, pois ele está totalmente reformulado (e esta ainda é a versão beta).
No site você também pode fazer o download dos trailers dos filmes e de fotos em alta resolução, além, é claro, de se informar sobre as produções do mundo cinematográfico, ver o calendário de estréias até o fim do ano que vem y otras cositas más.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

crítica: The Mars Volta - Amputechture

THE MARS VOLTA Amputechture = 7


Quando o The Mars Volta surgiu em 2001 a partir da cisão da seminal orquestra do barulho conhecida como At The Drive-In, surpreendeu uma legião de fãs com seu som muito mais experimental e calmo do que o feito pelo At The Drive-In. Os desavisados de outrora que se depararem com o novo álbum da banda, Amputechture, ficarão ainda mais perplexos.


Logo aos primeiros acordes de Vicarous Atonement, faixa que abre o álbum, não há como negar: eis um álbum de rock progressivo. Mas antes que venham à mente dezenas de referências progressivas entediantes, vale ressaltar: este é um disco de rock progressivo contemporâneo ou, se quiser, de art rock.


O que o The Mars Volta faz com o rock progressivo é semelhante ao que o Tool faz com o metal. As duas bandas caracterizam-se por trabalharem um estilo (metal no caso do Tool, prog rock no do The Mars Volta), triturá-lo e devolvê-lo de forma singular.


Mantendo o costume de lançar álbuns conceituais, o tema de Amputechture parece ser a religião, mas nada no The Mars Volta é fácil e são várias as interpretações possíveis. O primeiro álbum da banda, De-Loused In The Comatorium, de 2003, foi criado em torno das alucinações de um artista durante seu estado de coma. O álbum seguinte, Frances The Mute, lançado em 2005, inspirava-se na atriz Frances Farmer, natural de Seattle e submetida à lobotomia em 1948 e que também inspirou Kurt Cobain ao nomear sua filha e ao escrever Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle, do álbum In Utero.


Para dificultar ainda mais o entendimento das letras, os vocais alternam entre o inglês e o espanhol, justificado pela origem latina da dupla central da banda, o vocalista Cedric Bixler e o guitarrista Omar Rodriguez-Lopez, que assina a ótima produção do álbum. O som também não fica para trás no quesito “dificuldade de assimilação”. São apenas 8 faixas em 76 minutos de músicas cheias de reviravoltas, como Tetragrammaton, de 16 minutos. Somente duas músicas ficam abaixo da faixa dos 7 minutos, sendo que uma delas, Vermicide, é sem dúvida a mais acessível e uma das melhores do álbum. Uma quase balada de letra bíblica e obscura.

Os cérebros da banda, Omar e Cedric (esquerda-direita)

A faixa que talvez melhor represente a obra do The Mars Volta seja Day Of The Baphomets. Em seus 11 minutos estão todos os ingredientes presentes na mistura feita pela banda: garage rock, progressivo, música latina, jazz, post rock e, é claro, altas doses de experimentalismo.


Assim como nos álbuns anteriores Amputechture conta com a participação de um membro do Red Hot Chilli Peppers, o guitarrista John Frusciante, que também tocou no álbum anterior da banda. No debut do Mars Volta foi a vez do baixista Flea participar. Outro nome que chama atenção nos créditos é o de Paul Hinojos, ex-companheiro de Cedric e Omar no At The Drive-In, onde tocava baixo, e que juntou-se ao The Mars Volta em 2005 como “sound manipulator”. Este é seu primeiro registro de estúdio com a banda. A vaga hoje ocupada por Hinojos tinha como titular Jeremy Ward, primo de Jim Ward (ex-guitarrista do At The Drive-In e ex-parceiro de Hinojos no Sparta), morto por overdose em 2003. Jeremy Ward tocava com Cedric e Omar antes mesmo da criação do The Mars Volta, em um projeto chamado De-Facto, que acabou com sua morte.


Durante o segundo semestre de 2006 o The Mars Volta divulga Amputechture abrindo os shows da nova turnê do Red Hot Chilli Peppers.


Acompanhar um fã da banda de Anthony Kiedis durante um show do Mars Volta por si só já deve ser considerado um espetáculo à parte, já que além da presença de palco destruidora de Cedric e Omar, a banda costuma fazer shows de 4 ou 5 cinco músicas marcadas por experimentalismos e improvisações. Tudo isso enquanto o fã de Red Hot espera embasbacado por Danny California...

Nota: 7

Top 3: “Vermicide”, “Viscera Eyes”, “Day Of The Baphomets”


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Você pode fazer o download de alguns trabalhos do De-Facto nos links abaixo:

How Do You Dub? You Fight for Dub, You Plug Dub In
Megaton Shotblast
Legende du Scorpion a Quatre Queues


E material ao vivo do The Mars Volta para download aqui.

Para fazer o download de Amputechture, veja este post antigo do Mazzacane. Alguns links com o álbum no rapidshare já foram apagados, portanto, aconselho a baixar por torrent.

foto: Alfred Jansen